Uma das coisas que mais me surpreende na vida é nossa capacidade de adaptação. A capacidade que o ser humano possui de adequar às mais variações de clima, lugar, etc. Não sei em que momento isso acontece, ou se é possível perceber quando de fato nos tornamos 'adequados'. Quando comecei a trabalhar 'de verdade', batendo ponto, tirando hora de almoço e tudo mais, achava que não daria conta. Que uma hora eu iria levantar da minha mesa (ainda acho engraçado eu 'ter' uma mesa) e ir embora sem olhar pra trás... como se tudo fosse só uma brincadeira, daquelas que a gente pára quando fica chato. Mas não foi assim que aconteceu. Não que a brincadeira tenha ficado emocionante, pelo contrário, já tá chata faz tempo... É só que a gente cresce, e percebe que não dá pra fazer isso.
Sete meses depois já está automático acordar cedo, duas horas de trânsito, clientes e mais clientes, hora de almoço, mais clientes, duas horas de trânsito, jantar e cama.
Daí que não sobra tempo pra pensar, pra filosofar, pra sonhar...
Mas como diz uma música que gosto muito:
Não vou me adaptar!
1 comentários:
A gente faz mágica pra viver um tempo especial que hoje passa diferente. Também sofro com a rotina nesse sentido, mesmo trabalhando na área criativa... Faz poucos dias, eu li a seguinte frase: "As espécies que sobrevivem não são as mais fortes, nem as mais inteligentes, e sim aquelas que se adaptam melhor às mudanças".
Pensando no lado positivo, dessa forma vamos traçando nossa independência, conhecemos muitas coisas novas e até talentos que talvez não saibamos que temos.
Uma das coisas (ferramentas para não enlouquecer) que uso no dia-a-dia, são pequenas formas de fuga, onde meus lapsos criativos falam mais alto. Sempre andava(ainda ando) com um bloco de notas de papel, hoje em dia anoto no celular a maioria das ideias e frases, desenhos, etc...
A única coisa que não consegui trazer comigo de forma plena, é a música, ou melhor dizendo: meu violão. Realmente ainda não encontrei uma alternativa que o compactasse de fato, hehe. Por isso, ao invés de criar, ouço bastante, muito mesmo.
Independente de qualquer coisa, devemos ver o lado positivo de tudo. Sempre bato nessa tecla.
Devemos criar um filtro, como esses antispam que têm nos emails, onde só chegam na sua caixa de entrada as mensagens que te interessam, nesse caso, as positivas, as interessantes, as que te fazem bem. O resto... hummm... o resto de certa forma a gente descarta.
Queremos cores e formas, sabores, perfumes, sensações que nos fazem sentir mais vivos. E acho que não é só isso, queremos muito mais. Ao meu ver é, em princípio, essa a arte de viver; saber lidar positivamente com a rotina sem deixar o mundo te engolir.
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